Dancers é um documentário sobre três rapazes de Oslo que se preparam para entrar em grandes escolas de ballet. Dois deles são admitidos pela Academia de Ballet de Oslo e o outro conseguirá entrar para a Royal Academy of Dance, em Londres. O documentário interessa-se pela motivação dos adolescentes, pelo trabalho físico e pela exigência mental que a sua ambição exige. Um documentário muito simples mas cativante pela forma como trata o assunto. Paris 05.2015 3/5
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Tuesday, July 22, 2025
Sunday, February 23, 2025
O QUEBRA-NOZES
O Quebra-Nozes (Royal Ballet, 2016)
Em boa hora o cinema Majestic Passy retransmitiu o bailado Quebra-Nozes, apresentado nas últimas semanas em Covent Garden, Londres. Já conhecia esta produção inglesa, simplesmente perfeita. O evento foi em si simpático: houve um breve espetáculo de ballet por jovens bailarinas antes da retransmissão, e no intervalo, serviram um buffet de canapés e sanduíches com champanhe. Fiquei fã. Paris 01.2017 Covent Garden 5/5
O ESPETÁCULO (2016)
Soirée Tchaikovsky/Tcherniakov na Opéra de Paris
A Ópera de Paris teve a excelente ideia de apresentar numa única sessão a última ópera e o último ballet de Tchaikovsky, respetivamente Iolanta e O Quebra-Nozes. Essa opção é historicamente fundamentada pois as duas obras foram criadas na mesma noite em São Peterburgo. Que obras maravilhosas! É o milagre da Arte. Numa noite uma obra lírica e outra coreográfica foram lançadas para encantar não só o público contemporâneo mas também as gerações futuras. E em 2016 continuamos apaixonados por criações tão antigas. O libreto de Iolanta foi escrito pelo irmão do compositor, Modest, que se baseou numa peça dinamarquesa sobre uma princesa cega que desconhecia ser cega e ser princesa. O drama surge quando Iolanta terá de reconhecer a sua cegueira para que a cirurgia tenha efeito. Será o amor por um desconhecido que provocará o desenlace feliz. Parece pois uma variante da Bela Adormecida. O primeiro quadro, inteiramente feminino, é de um lirismo comovente. Os quadros seguintes mantêm por momentos esse lirismo mas apresentam cenas dramáticas. Seja como for, o encenador optou por um único cenário e por uma representação naturalista que resultou muito.
Com o Quebra-Nozes as coisas foram muito diferentes. Para muitos foi um choque desagradável encontrar ao som da partitura de Tchaikovsky uma coreografia moderna (de Arthur Pita, Édouard Lock e Sidi Larbi Cherkaoui) com vídeo e tudo. Por vezes sublime outras irritante, a produção desconcertou o público. O argumento original foi alterado mas foi a dança que mudou completamente. Os dançarinos pareciam ter sido atacados por sarna, tão rápidos eram os movimentos repetitivos dos membros em torno do corpo. O problema é que imaginamos por trás destes movimentos a coreografia clássica e virtuosa que pertence à tradição e à memória feliz do fã de ballet. Pessoalmente o que posso acrescentar é que não gostaria de voltar a ver este Quebra-Nozes mas à primeira oportunidade verei o velho e conhecido Quebra-Nozes de Tchaikovsky e Petipa. Paris 03.2016 NOTA 4/5
Já conhecia muito bem o Quebra-Nozes de Tchaikovsky, quase 90 minutos com a melhor música deste compositor russo, pelo menos a minha preferida. Foi composta para o famoso ballet de Lev Ivanov mas em si é uma obra-prima musical e o elemento forte do ballet. Já este, no entanto, conheço menos bem. Apenas o conhecia da televisão e nada mudou porque na semana passada revi-o numa sala de cinema, numa transmissão em direto a partir de Covent Garden. Mas em março, finalmente, poderei assistir ao Quebra-Nozes em palco, em Paris (será o meu presente de aniversário).
Wednesday, December 18, 2024
LA BAYADÈRE
O ESPETÁCULO (ROH, 2018)
La Bayadère (Covent Gardent, 2018)
La Bayadère é um clássico do ballet russo representado regularmente em todo o mundo. Mas nem sempre foi assim. Durante um século era desconhecido no Ocidente. Uma apresentação russa na Europa permitiu a sua descoberta e consagração imediata. Há, claro, o exército das sombras, que eu descobri maravilhado há dois anos na Bastille, e que muito contribui para a resistência de La Bayadère no repertório. Paris 12.2018 cinema Publicis 4,5/5
Direção de Boris Gruzin, com Nikiya (Natalia Osipova), Solor (Vadim Muntagirov), Gamzatti (Marianela Nuñez)
Direção de Boris Gruzin, com Nikiya (Natalia Osipova), Solor (Vadim Muntagirov), Gamzatti (Marianela Nuñez)
Wednesday, July 10, 2024
Le sacre du Printemps (2010 & 2015)
Em 1913 foi criada uma das peças de dança mais famosas de sempre: Le sacre du Printemps, na coreografia de Nijinsky. A criação ficou famosa sobretudo pela música de Igor Stravinsky. Desde essa data, vários coreógrafos de renome apoderaram-se da partitura do compositor russo para fazer coreografias marcantes. Uma das melhores é a da Pina Bausch, criada em 1975 em Wuppertal, e que entrou para o reportório da Opera de Paris em 1997 e tem sido por diversas vezes apresentada no Palais Garnier. Eu tinha-a visto em 2010 e voltei agora a vê-la, na que foi a sua 50ª apresentação na Opera de Paris. Tinha uma lembrança vaga da noite de 2010 em que vi pela primeira vez a versão Bausch da Sagração da Primavera. Mas lembrava-me em primeiro lugar do palco ocupado por um terreno quadrado cheio de terra (no final os dançarinos ficam mesmo sujos de tanto rebolar na terra). E lembrava-me também da oposição masculino/feminino que marca os movimentos dos dançarinos. Homens e mulheres agem em grupo e opõem-se ao longo da coreografia até ao sacrifício da eleita. Paris, 2010 & dezembro de 2015 5/5
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