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Saturday, May 10, 2025

SYLVIA (1876)

A OBRA (Louis Mérante, 1876)
Música: Leo Délibes Coreografia: Louis Mérante Criação: Opéra de Paris 1876

O ESPETÁCULO
Valentine Colasante (Sylvia), Heloise Bourdon (Diane), Guillaume Diop (Aminta), Jeremy-Loup Quer (Orion), Jack Gasztowtt (Éros), Lorenzo Lelli (Endymion)

COMENTÁRIO: Sylvia é um ballet do fim do romantismo na dança. Foi o primeiro ballet a ser criado na nova sala da Opéra de Paris, o Palais Garnier. É um ballet longo, que ocupa uma soirée inteira, facto também pioneiro. Por fim, a música de Delibes foi composta para vestir a coreografia de Louis Mérante nos mínimos detalhes. É uma das grandes obras de Delibes e foi elogiada por Tchaikovski. Vários coreógrafos fizeram a sua versão de Sylvia ao longo do século XX, nomeadamente F. Ashton e J. Neumeier. A coreografia que vi, assinada por Manuel Leigris, ex-étoile do Ballet de l'Opéra de Paris, opta por não se distanciar demasiado do legado clássico (romântico) da obra original. Gostaria de ver uma abordagem mais contemporânea, mas mesmo assim são admiráveis os números virtuosos,  sobretudo os do terceiro acto. Paris 13.05.2025 Palais Garnier NOTA 3.5/5

BIBLIOTECA & LEITURAS 

Programa do Espetáculo da Opéra National de Paris
Mai 2025
BIBLIOTECA
Leituras 2025


Programa do Espetáculo da Opéra National de Paris 
BIBLIOTECA
Leituras 2025



Sunday, February 23, 2025

Un instant dans la vie d'autrui, mémoires (1979)

O livro de memórias do coreógrafo Maurice Béjart, de 1979, é excelente. Alia de forma ideal múltiplas reflexões pertinentes sobre a arte da dança, factos (mas poucas datas) cruciais da vida do coreógrafo (como os seus vários nascimentos), informações preciosas sobre o mundo da arte e da tradição da dança, fait-divers que envolvem tantos talentos do século XX, pormenores da criação das obras marcantes de Béjart (Boléro, Symphonie pour un homme seul). Este livro nunca poderia ter sido escrito por um ghost-writer, porque a escrita, o encadeamento dos acontecimentos e as digressões são tão pessoais e únicos que só podem nascer da pena de Béjart. Um livro que convida à consulta e à releitura. Vila do Conde 12.2020 (4,5/5)

Monday, February 10, 2025

ONÉGUINE (1965)

A OBRA (1965/1967)

Ballet em três actos COREOGRAFIA John Cranko LIBRETO John Cranko, baseado em Eugene Onéguine, de Pouchkine MÚSICA Seleção de músicas de Tchaikovsky CRIAÇÃO Ballet de Stuttgard, Alemanha 13.04.1965 Staatstheater Stuttgard, 

O ESPETÁCULO (Garnier, 2025)

VISTO: Paris 10.02.2025 Palais Garnier NOTA: 5/5


Thursday, August 29, 2024

Biblio & DVDteca PAQUITA

Opéra National de Paris 2024
BIBLIOTECA
Leituras 2024

Opéra National de Paris 2002
BIBLIOTECA
Leituras 2024

PAQUITA (2003)
Ballet de l'Opéra National de Paris 2003
DVD Les Plus beaux Ballets en DVD nº9
DVD Altaya 2009





Tuesday, August 6, 2024

Trajectória da Dança em Portugal (1979)

 
Trajectória da Dança em Portugal
(José Sasportes, 1979)
Não é nada feliz a trajetória da Dança em Portugal, como dá a ver José Sasportes, no pequeno livro da coleção Biblioteca Breve (ICP, 1979). Sasportes publicou em 1970 uma história da dança em Portugal, e outra em 1991 (no contexto da Europália), provavelmente a obra  de referência no assunto até hoje. O melhor que aconteceu à dança em Portugal já não existe: o Ballet Gulbenkian. Foi a primeira vez que uma iniciativa da área da dança mostrava, com um excelente nível técnico e artístico, o que se fazia de melhor no mundo. Mesmo quando os Ballets Russes visitaram Portugal, Serge Diaghilev ficou por Espanha, e nenhum dos grandes ballets da companhia foi apresentado ao público português... O Verde Gaio não me inspirou interesse, apesar de ter sido um projeto de António Ferro, que estava sobretudo interessado na tradição e nada queria com a modernidade. Mas no século 19 o São Carlos cumprira bem a sua função de trazer os grandes nomes do ballet europeu, sobretudo bailarinas e coreógrafos. Disfarçou bem o isolamento cultural português. O melhor, depois da Gulbenkian e da Companhia Nacional de Bailado, estava para vir com a nova geração de coreógrafos que impôs uma dança autoral que atravessou mesmo as fronteiras. Mas este livro não chegou aos anos 80, por isso nada consta dos novos e novíssimos que entretanto surgiram. VC 08.2020 BIBLIOTECA (3/5)

Thursday, August 1, 2024

The Royal Ballet: 75 Years Main (2006)

Ensaio de Zoë Anderson 
Um livro que pôs em ordem as minhas ideias sobre o Royal Ballet, uma companhia que conheço bem. No início do século XX o ballet atingia o seu apogeu com o génio russo, nas companhias imperiais de Bolshoi e Mariinsky, assim como na companhia internacional dos Ballets Russes. Essa vaga irresistível vinda da Rússia inspirou muitos profissionais do Ocidente, como  a irlandesa Ninette de Valois, que trabalhou na companhia de Diaghilev e teve a ambição de criar a primeira companhia britânica de ballet, chamada Vic-Wells nos anos 20 e 30, e depois Royal Ballet nos anos 40. Essa bailarina e coreógrafa viveu até aos 100 anos e assistiu à consagração do seu trabalho, que foi aliás muito rápida. O que é hoje o Royal Ballet nasceu em 1931, quando a companhia de Valois teve direito a apresentar um espetáculo inteiramente de dança, quando antes apresentava-se nas óperas ou como parte de um serão com outras artes dos espetáculo. Durante a guerra a companhia ficou conhecida e admirada em todo o país, devido às suas corajosas turnés durante o conflito militar. Nos anos 50 era já considerada uma das melhoras companhias de ballet do mundo e as suas turnés anuais nos EUA foram a consagração internacional máxima e uma oportunidade de sustentar financeiramente o desenvovimento do Royal Ballet. Dois coreógrafos da casa marcaram o Royal Ballet e ainda hoje alguns dos ballets por eles criaram mantêm-se ativos no repertório da companhia londrina. Foram eles Frederick Ashton e Kenneth MacMillan e ambos assinaram longos ballets narrativos à semelhança do que se fazia desde o século XIX. Também da casa era Margot Fonteyn, uma das poucas primas ballerinas assolutas da história, que reinou no ballet inglês desde os anos 30 aos anos 60. Aos 40 anos a sua carreira renasceu e atingiu o maior brilho ao formar com Rudolf Nureyev o par mais mítico do ballet, os únicos bailarinos com estatuto das estrelas pop. O livro de Zoë Anderson apenas peca por se tornar por vezes maçudo ao descrever cada temporada do Royal Ballet com algum pormenor. De resto foi uma leitura empolgante. Vila do Conde 08.2020 (4,5/5)

Danser (2021)

 
DANSER (2021)
Hugo Marchand com
Caroline de Bodinat
Arthaud 2021
BIBLIOTECA P
Leitura, VC agosto de 2024

Wednesday, July 10, 2024

La danse: Des ballets russes à l'avant-garde

 
Autor: Jean-Pierre Pastori
Comprei-o e logo no comboio de regresso a casa consegui ler o primeiro capítulo sobre a fascinante história dos Ballets Russes, que tantos talentos juntou em espetáculos hoje míticos e que revolucionaram a dança. Os Ballets Russos são uma companhia europeia que se sustentou com as turnés constantes que fizeram por vários países europeus, mas também na América Latina e do Norte. Mas quase todos os seus grandes talentos são russos e começaram a carreira na Rússia, nas grandes companhias de São Petersburgo e de Moscovo. Pouco a pouco, antes e depois da Revolucção de 1917, esses talentos russos (Nijinski, Fokine, Massine, Balanchine, Lifar, só para referir coreógrafos) foram passando para o Ocidente e mudaram a dança para sempre. Leitura, novembro de 2014

Tuesday, July 2, 2024

Biblioteca Le Lac des Cygnes

Le Lac des Cygnes (Bastille, 2024)

Programme de Spectacle  

SOMMAIRE: 

En quelques mots 

Synopsis 

Repères 

Un livret romantique, par Hélène Laplace-Claverie

 Sobre o valor do libreto, a par da música de Tchaikovsky e da coreografia de Petipa e Ivanov, na consagração do ballet como clássico absoluto.  

Le cygne se change en une pricesse, par Alexandre Pouvhkine 

Le rêve de Tchaïkovski, par Guy Erisman 

Dans le sillage de Petipa, la relecture de Noureev, par Aurélie Bergerot 

Portfolio 

Le Lac des cygnes, entre répertoire et modernité, par Sylvie Jacq-Mioche 

Des cygnes blancs, les ailes ouvertes comme des bras, par Gaston Bachelard 

Back Swan, la poussée du féminin, par Hélène Godefroy 

Un cygne d'autrefois se souvient, par Stéphane Mallarmé 

Une grâce féline, par Françoise Sagan 

Le rôle d'un quasi-animal, par Julie Kavanah 

Répétitions 

Artistes


Le Lac des Cygnes (ONP, 1999)
BIBLIOTECA F
Leitura, junho de 2024

Programme de spectacle 

SOMMAIRE
A lire avant le spectacle
Cygnes mythiques, excertos de Johann Musäus e Pouchkine
Le premier ballet de Tchaikovski, par Guy Erismann
La musique, par Roland John Wiley
La version de Petipa et Ivanov
La chorégraphie et la création de 1895
Biographies de Marius Petipa et Lev Ivanov
Héritage et tradition: le cygne dans tous ses états
De la pantomime
Métamorphoses du cygne
La version de Rudol Noureev
Le rêve au vautour
Un Lac freudien
Argument
Un songe à huis clos
Rudolf Noureev
Photos de spectacle
Biographies