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Tuesday, July 22, 2025

Maurice Béjart (2023)

L'Oiseau de feu (1970)

Le Chant du Compagnon errant (1971)

Boléro (1961)

Maurice Béjart
Paris, maio de 2023 Bastille 5/5

La Dame aux Camélias (John Neumeier, 1978)

La Dame aux Camélias é um ballet narrativo que adapta de forma mais ou menos fiel o célebre romance de Alexandre Dumas Fils de 1848. Narra os amores entre a cortesã Marguerite Gautier e Armand Duval, condenados pela doença da protagonista e pela oposição do pai de Armand, Monsieur Duval. Esta história foi imortalizada por Verdi (La Traviata) e a sua protagonista já teve as feições de Greta Garbo, Sarah Bernhard, Isabelle Huppert e Isabelle Adjani. Em 1978 o coreógrafo John Neumeier resolveu propor a sua versão da Dame aux Camélias. Lançou mão exclusivamente da música de Chopin, orquestral e de piano solo, o que acentua o romantismo delicado e doloroso da história. O ballet resultante é belíssimo, preservando muita da linguagem de base do ballet clássico mas numa coreografia resolutamente moderna. Os duetos são maravilhosos, assim como a cena de grupo dos jovens casais, no campo, no segundo ato. Muito bom 4,5/5
Intérpretes : Laura Becquet (Marguerite), Florian Magnet (Armand Duval) e Andrésy Klemm (Monsieur Duval). Palais Garnier 16/12/2018

MAYERLING (1978)


O ESPETÁCULO (P. Garnier, 2022)
Paris 11.2022? Palais Garnier

Wednesday, October 2, 2024

L'Histoire de Manon ou Manon (Kenneth MacMillan, 1974)

O ESPETÁCULO (Garnier, 2023)

Paris 06.2023 Palais Garnier 5/5

Brilhante espetáculo de Kenneth MacMillan sobre a heroína do século 18 francês. 

O ESPETÁCULO (Covent Garden, 2019)

 
Tudo começou em 1731, quando foi publicado o romance Manon Lescaut, de Abbé Prévost, um clássico que nunca saiu dos escaparates e nunca perdeu o interesse do público, inclusive de grandes nomes da arte europeia. No século seguinte o romance inspirou duas óperas que ficaram para a história: Manon (Massenet, 1884) e Manon Lescaut (Puccini). No século 20 foi o coreógrafo do Royal Ballet de Londres, Kenneth MacMillan, que se interessou por Manon e fez a sua versão da história (L'Histoire de Manon, em certos países, ou Manon, em Inglaterra, onde foi criada em 1974). Pois o bailado de MacMillan é absolutamente maravilhoso, o melhor espetáculo que vi nesta passagem por Londres. Na noite em que o vi os bailarinos foram Akane Takada (Manon), Alexander Campbell (Des Grieux), James Hay (Lescaut). A direção coube a Koen Kessels. Londres 11.2019 ROH 5/5

Thursday, July 25, 2024

Millepied e Robbins brilham no Palais Garnier (2016)

 
Abrindo o programa de ballet do Palais Garnier, Jérôme Bel propôs Tombe, que desconcertou o público. Entre teatro e dança, foi mais uma entrada do que um prato principal e foi sem surpresa assobiada e pouco aplaudida pelo público. Depois da não-dança de Bell, Benjamin Millepied, diretor demissionário da dança da Opéra de Paris, apresentou La nuit s'achève (2016), uma bela coreografia para três casais e os seus jogos de amor, sobre a sonata Appassionata de Beethoven. Foi muito aplaudido, sobretudo por ser o seu adeus a esta casa. 
Para o fim o melhor: The Goldberg Variations de Bach por Jerome Robbins (1971). Dezenas de dançarinos em palco para interpretar uma peça de 80 minutos em que Robbins tenta um contraponto coreográfico à poesia de Bach. Robbins utiliza o vocabulário coreográfico clássico com uma liberdade moderna e do princípio ao fim, os séculos XX e XVIII dialogam para produzir uma das coreografias mais belas que conheço. Paris 02.2016 Palais Garnier 5/5

Ratmansky Balanchine Robbins Peck (2016)

 
O recente programa de dança da Opera de Paris é marcado pela sobriedade. Nada de peças narrativas, nem adereços nem cenários. Apenas um piano sobre o palco para a interpretação das obras de Scarlatti, Chopin, Stravinsky e Glass. A primeira parte representa a dança do século XX devedora do Romantismo clássico. Seven Sonatas (2009), com coreografia de Alexei Ratmansky, e Other Dances (1976), coreografado por Jerome Robbins, apresentam casais que dançam juntos ou a solo exprimindo acima de tudo o amor. No fundo são coreografias marcadas pela graciosidade e rêverie que vêm desde Giselle e que continuam a inspirar coreógrafos, bailarinos e... público. Na segunda parte, a música do século XX (Stravinsky e Glass) inspirou coreografias de George Balanchine (Duo Concertant, 1972) e Justin Peck (In Creases, 2012) que não buscam necessariamente uma beleza clássica do movimento, introduzindo elementos de humor e de teatro e momentos em que o grupo e não o casal é o centro da ação. O fã de ballet sai consolado de uma soirée destas. Paris 03.2016 Palais Garnier 5/5

Ravel dançado (2017)

Excelente programa de três peças coreografadas por Balanchine, Robbins e Cherkaoui/Jalet, todas inspiradas pela música de Ravel. Paris 05.2017 ONP 5/5


Boléro (Ballet de l'Opéra national de Paris, 2013)
Música de Maurice Ravel
Coreografia de Sidi Larbi Cherkaoui e Damien Jalet
Opéra de Paris (2017)
En sol (New York City Ballet, 1975)
Coreografia de Jerome Robbins,
Música de Maurice Ravel
Ballet de l'Opéra de Paris
(2010 & 2017)

Wednesday, July 10, 2024

Balanchine (2023)

Ballet Impérial (1941)
Who Cares? (1970)

Palais Garnier, fevereiro de 2023 5/5

Kontakthof (2022)

 
Peça célebre de teatro-dança de Pina Bausch, que conta três versões desde a criação em 1978. A primeira com os dançarinos do grupo de Wuppertal, a segunda e a terceira com idosos e adolescentes. Em dezembro de 2022 torna-se a terceira obra de Pina a entrar no repertório do Ballet de l'Opéra de Paris. A peça decorre num salão de dança como os que dominavam antes da era rock. Homens e mulheres separados por códigos rígidos de vestuário, atitude e movimento. Mas a modernidade do gesto de Pina Bausch é muito evidente e a beleza do ser humano, física e psicológica, tem o primeiro plano nesta obra maravilhosa. Paris, dezembro de 2022 ONP Garnier 4/5

Le sacre du Printemps (2010 & 2015)

 
Em 1913 foi criada uma das peças de dança mais famosas de sempre: Le sacre du Printemps, na coreografia de Nijinsky. A criação ficou famosa sobretudo pela música de Igor Stravinsky. Desde essa data, vários coreógrafos de renome apoderaram-se da partitura do compositor russo para fazer coreografias marcantes. Uma das melhores é a da Pina Bausch, criada em 1975 em Wuppertal, e que entrou para o reportório da Opera de Paris em 1997 e tem sido por diversas vezes apresentada no Palais Garnier. Eu tinha-a visto em 2010 e voltei agora a vê-la, na que foi a sua 50ª apresentação na Opera de Paris. Tinha uma lembrança vaga da noite de 2010 em que vi pela primeira vez a versão Bausch da Sagração da Primavera. Mas lembrava-me em primeiro lugar do palco ocupado por um terreno quadrado cheio de terra (no final os dançarinos ficam mesmo sujos de tanto rebolar na terra). E lembrava-me também da oposição masculino/feminino que marca os movimentos dos dançarinos. Homens e mulheres agem em grupo e opõem-se ao longo da coreografia até ao sacrifício da eleita. Paris, 2010 & dezembro de 2015 5/5

Pina Bausch & George Balanchine exaltantes

Perante a força e a beleza da Sagração da Primavera, música de Stravinsky e coreografia de Pina Bausch, as outras peças apresentadas pelo Ballet de l'Opéra de Paris empalidecem um pouco. Mas houve um grande Balanchine, Agon (1957), e uma criação que me deixou indiferente: Grand Miroir, de Saburo Teshigawara. Paris, novembro de 2017 4/5
Pina Bausch (Le Sacre du printemps, 1975)
George Balanchine (Agon, 1957)
Saburo Teshigawara (Grand Miroir, 2017, criação)

Thursday, July 4, 2024

Jiri Kylián (Palais Garnier, 2016)

 

Jiri Kylián (Palais Garnier, 2016)
O Ballet da Opéra de Paris apresenta por estes dias um programa triplo dedicado a Jiri Kylián. A primeira coreografia, Bella Figura (1995) foi a que mais entusiasmou, pela beleza plástica e coreográfica e também pela músicas selecionadas. As outras duas obras foram Tar and Feathers (2006) e a antiga Symphonie de Psaumes (1978), que se inspira na peça homónima de Igor Stravinsky. Paris, novembro? 2016 P. Garnier 4/5

Tuesday, July 2, 2024

BARBA-AZUL (1977)


TÍTULO: Barba-Azul (1977)
COREOGRAFIA: Pina Bausch
ARGUMENTO: Pina Bausch, à partir do conto de Charles Perrault
MÚSICA: Ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók (1911)
ESTILO: Dança-Teatro
CRIAÇÃO: Wuppertal, Operhaus, 8.01.1977
PAÍS: Alemanha