O recente programa de dança da Opera de Paris é marcado pela sobriedade. Nada de peças narrativas, nem adereços nem cenários. Apenas um piano sobre o palco para a interpretação das obras de Scarlatti, Chopin, Stravinsky e Glass. A primeira parte representa a dança do século XX devedora do Romantismo clássico. Seven Sonatas (2009), com coreografia de Alexei Ratmansky, e Other Dances (1976), coreografado por Jerome Robbins, apresentam casais que dançam juntos ou a solo exprimindo acima de tudo o amor. No fundo são coreografias marcadas pela graciosidade e rêverie que vêm desde Giselle e que continuam a inspirar coreógrafos, bailarinos e... público. Na segunda parte, a música do século XX (Stravinsky e Glass) inspirou coreografias de George Balanchine (Duo Concertant, 1972) e Justin Peck (In Creases, 2012) que não buscam necessariamente uma beleza clássica do movimento, introduzindo elementos de humor e de teatro e momentos em que o grupo e não o casal é o centro da ação. O fã de ballet sai consolado de uma soirée destas. Paris 03.2016 Palais Garnier 5/5
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Thursday, July 25, 2024
Thursday, July 4, 2024
Jiri Kylián (Palais Garnier, 2016)
Jiri Kylián (Palais Garnier, 2016)
O Ballet da Opéra de Paris apresenta por estes dias um programa triplo dedicado a Jiri Kylián. A primeira coreografia, Bella Figura (1995) foi a que mais entusiasmou, pela beleza plástica e coreográfica e também pela músicas selecionadas. As outras duas obras foram Tar and Feathers (2006) e a antiga Symphonie de Psaumes (1978), que se inspira na peça homónima de Igor Stravinsky. Paris, novembro? 2016 P. Garnier 4/5
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