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Tuesday, July 22, 2025

The Tame of The Shrew (Jean-Christophe Maillot, 2014)

The Tame of The Shrew (1592), de Shakespeare, já mereceu pelo menos uma adaptação para ballet de John Cranko (1969). Recentemente (2014) Jean-Christophe Maillot criou uma nova coreografia para esta história, com música de Chostakovitch, para a companhia de Bolshoi. As grandes casas de ópera privilegiam de facto um estilo coreográfico entre o ballet clássico e a dança moderna, que se mostra apropriado aos ballets narrativos como este. A música de Chostakovich resultou da colagem de excertos de cerca de 20 composições diferentes do compositor russo mas o todo tem uma unidade notável. Esta criação, que pude ver em direto do Bolshoi no cinema Gaumont Opéra, é uma das melhores que já vi. Tudo é notável, em especial os bailarinos russos e a coreografia de Maillot, sempre inventiva e com humor. Não há dúvida de que gostaria de rever esta produção. Paris 01.2016 5/5

Thursday, July 17, 2025

Dança no Covent Garden

Strapless
Coreografia: Christopher Wheeldon (2016)
Música: Mark-Anthony Turnage
The Vertiginous Thrill of Exactitude
Coreografia: William Forsythe
Criação: Ballet Frankfurt, 1996
Música: Schubert
Tarantella
Coreografia: Georges Balanchine
Música: Louis Moreau Gottschalk (Grande Tarantelle)
Symphonic Dances
Coreografia: Liam Scarlett (2017)
Música: Rachmaninoff (Symphonic Dances)

Royal Opera House, 05.2017

Winter's Tale (Wheeldon, 2016)

Winter's Tale é uma conhecida obra de Shakespeare e também, desde 2014, um bailado criado pelo Royal Ballet de Londres. Foi agora reposto pela primeira vez desde a criação. Um belo espetáculo que, no entanto, não me agradou tanto quanto a recente criação de Frankenstein. Londres 06.2016 Covent Garden 3/5

Sunday, February 23, 2025

Três coreografias com música de Leonard Bernstein

 

Corybantic Games (Christopher Wheeldon, 2018)

Yugen (Wayne McGregor, 2018)

The Age of Anxiety (Liam Scarlett, 2014)
Em março passado vi no cinema a transmissão em direto do Covent Garden (Londres) de três excelentes coreografias inspiradas pela música de Leonard Bernstein. A que mais me comoveu foi a de Liam Scarlett, um bailado narrativo que lembra os filmes musicais de Hollywood dos anos 50. A história de The Age of Anxiety (criada em 2014) desenvolve-se ao som da segunda sinfonia de Bernstein e, tal como a música, foi inspirada pelo poema modernista homónimo de W.H. Auden. Quatro pessoas encontram-se num bar em Nova Iorque, mais tarde convivem no apartamento de uma delas, e flirts fazem-se e desfazem-se entre eles. A dança remete demasiado à dança do passado, dos anos 50 e mesmo do cinema, mas como eu adoro os musicais desse período, a peça de Scarlett agradou-me particularmente. Paris 5.2018 Cinema Publicis 4/5

Yugen (criação, 2018)
coreografia de Wayne McGregor
música de Leonard Bernstein (Chichester Psalms)

The Age of Anxiety (criada em 2014)
coreografia de Liam Scarlett
música de Leonard Bernstein (Sinfonia n°2)

Corybantic Games (criação, 2018)
coreografia de Christopher Wheeldon, 
música de Leonard Bernstein (Serenade)

Tuesday, August 6, 2024

Le Corsaire (Garnier, 2016)

 
The Pirate (Anna-Marie Holmes, 2013)
The Pirate (Le Corsaire) é um ballet clássico baseado numa história de Lord Byron, com música de Adolphe Adam e coreografia de Marius Petipa e Constantin Sergueïev. Com base nesta coreografia original, Anna-Marie Holmes criou recentemente  (2013) uma nova coreografia para a companhia English National Ballet, que se tornou numa das raras companhias a ter no seu repertório The Pirate. Trata-se de um ballet que permite aos bailarinos brilharem individualmente. No primeiro ato, desfilam perante um pacha divertido uma série de bailarinas para ele escolher as melhores. No segundo ato, passado no antro dos piratas, escravos e piratas exibem-se perante um público que não poupa aplausos aos movimentos mais acrobáticos. O terceiro ato é exclusivamente feminino e lembra alguns dos ballets mais clássicos como Giselle. O ENB é uma excelente companhia, assegurando um espetáculo exigente de elevado nível. Paris 06.2016 Palais Garnier 4/5

Thursday, July 25, 2024

Millepied e Robbins brilham no Palais Garnier (2016)

 
Abrindo o programa de ballet do Palais Garnier, Jérôme Bel propôs Tombe, que desconcertou o público. Entre teatro e dança, foi mais uma entrada do que um prato principal e foi sem surpresa assobiada e pouco aplaudida pelo público. Depois da não-dança de Bell, Benjamin Millepied, diretor demissionário da dança da Opéra de Paris, apresentou La nuit s'achève (2016), uma bela coreografia para três casais e os seus jogos de amor, sobre a sonata Appassionata de Beethoven. Foi muito aplaudido, sobretudo por ser o seu adeus a esta casa. 
Para o fim o melhor: The Goldberg Variations de Bach por Jerome Robbins (1971). Dezenas de dançarinos em palco para interpretar uma peça de 80 minutos em que Robbins tenta um contraponto coreográfico à poesia de Bach. Robbins utiliza o vocabulário coreográfico clássico com uma liberdade moderna e do princípio ao fim, os séculos XX e XVIII dialogam para produzir uma das coreografias mais belas que conheço. Paris 02.2016 Palais Garnier 5/5

Ratmansky Balanchine Robbins Peck (2016)

 
O recente programa de dança da Opera de Paris é marcado pela sobriedade. Nada de peças narrativas, nem adereços nem cenários. Apenas um piano sobre o palco para a interpretação das obras de Scarlatti, Chopin, Stravinsky e Glass. A primeira parte representa a dança do século XX devedora do Romantismo clássico. Seven Sonatas (2009), com coreografia de Alexei Ratmansky, e Other Dances (1976), coreografado por Jerome Robbins, apresentam casais que dançam juntos ou a solo exprimindo acima de tudo o amor. No fundo são coreografias marcadas pela graciosidade e rêverie que vêm desde Giselle e que continuam a inspirar coreógrafos, bailarinos e... público. Na segunda parte, a música do século XX (Stravinsky e Glass) inspirou coreografias de George Balanchine (Duo Concertant, 1972) e Justin Peck (In Creases, 2012) que não buscam necessariamente uma beleza clássica do movimento, introduzindo elementos de humor e de teatro e momentos em que o grupo e não o casal é o centro da ação. O fã de ballet sai consolado de uma soirée destas. Paris 03.2016 Palais Garnier 5/5

Wednesday, July 10, 2024

Pina Bausch & George Balanchine exaltantes

Perante a força e a beleza da Sagração da Primavera, música de Stravinsky e coreografia de Pina Bausch, as outras peças apresentadas pelo Ballet de l'Opéra de Paris empalidecem um pouco. Mas houve um grande Balanchine, Agon (1957), e uma criação que me deixou indiferente: Grand Miroir, de Saburo Teshigawara. Paris, novembro de 2017 4/5
Pina Bausch (Le Sacre du printemps, 1975)
George Balanchine (Agon, 1957)
Saburo Teshigawara (Grand Miroir, 2017, criação)

Thursday, July 4, 2024

Noite de ballet no Royal Opera House (2014)

 

The Dream (Frederick Ashton, 1964)

A noite começou com The Dream, um clássico de Frederick Ashton, que teve hoje o desempenho fabuloso de Steven McRae no papel de Oberon (na foto). A música é de Felix Mendelssohn, e tem Laura Morera e Steven McRae nos protagonistas. Foi criado em 1964, pela mesma companhia Royal Opera Ballet.
Connectome (Alastair Marriott, 2014)

Em seguida, vimos Connectome, que foi a estreia absoluta deste triplo programa de ballet. A coreografia de Alastair Marriott e a música de Arvo Part são excelentes, mas quem brilhou mesmo foi Natalia Osipova na protagonista.
The Concert (Jerome Robbins, 1956)

Por fim, The Concert (1956), de Jerome Robbins, com música de Chopin, é a mais divertida coreografia que vi nos palcos, em tempos em Paris, agora em Londres. O sonho (a rêverie, a fantasia) tem um peso importante neste trabalho de Robbins: um grupo de espetadores prepara-se para assistir a um concerto de piano e cada um reage e vive a música de forma diferente. Ri até às lágrimas.

Noite de ballet no Royal Opera House, novembro 2014

Thierrée, Shechter, Pérez, Pite (2018)

 

The Season's Canon
Bastou uma peça que tem apenas dois anos (foi criada em 2016 neste mesmo Palais Garnier com o Ballet de l'Opéra) para tornar esta noite memorável. Será The Season's Canon, de Crystal Pite, um clássico do presente? A julgar pelo estusiasmo do público, parece que sim. Não esquecer o happening Frôlons, de James Thierrée, que encantou toda a gente.
Frôlons
Programa:
Frôlons (2018), coreografia de James Thierrée
The Season's Canon (2016), coreografia de Crystal Pite, música de Max Richter (2012)
The Art of Not Lookin Back (2009), coreografia de Hofesh Shechter
The Male Dancer (2018), coreografia de Iván Pérez, música de Arvo Pärt (Stabat Mater, 1985)

Thierrée, Shechter, Pérez, Pite
ONP, Palais Garnier 2018

Body and Soul (ONP, 2019)

 
Body and Soul é uma peça coreográfica em três actos de Crystal Pite, com música de Owen Belton, Chopin e Teddy Geiger (cuja canção pop Body and Soul fecha o espetáculo). Vi a criação desta obra impressionante no Palais Garnier, interpretada pelo Ballet de l'Opéra de Paris. 4/5

BODY AND SOUL (2019)
Programa do espetáculo
Outubro de 2019
BIBLIOTECA

Wednesday, July 3, 2024

Francendanses (TCE, 2024)

Giselle (2023)
Martin CHOIX
Ballet de L'Opéra National du Rhin

Gravité (2018, extraits)
Angelina PRELJOCAJ
Ballet Preljocaj

Softly, As I Leave You (1994)
Sol LÉON & Paul LIGHTFOOT
Ballet de L'Opéra National de Boredeaux

On The Nature of Daylight (2007)
David DAWSON
Ballet de L'Opéra National du Rhin

Who Cares?
George Balanchine
Ballet de L'Opéra National de Paris