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Tuesday, July 22, 2025

Les Enfants d'Isadora (Damien Manivel, 2019)

Um daqueles raros filmes que não consegui ver até ao fim. Um tédio absoluto sobre um tema que me interessava à partida: um solo de Isadora Duncan inspirado pela morte dos filhos é recriado por quatro mulheres de hoje. Paris 11.2019 Beaubourg 1/5

Billy Elliott (Stephen Daldry, 2000)

BILLY ELLIOTT (2000)
A estreia na realização de Stephen Daldry é até hoje o seu melhor e mais famoso filme. Billy Elliot articula com felicidade o filme social, o drama e a comédia num registo próximo dos filmes-variante da história de Cinderela. Um jovem de 11 anos (Jamie Bell), filho e irmão de mineiros (ocupados nas grandes greves dos anos 80), deixa os treinos de boxe e mete-se nas aulas de ballet. Só o seu talento e determinação, assim como o incentivo da professora (Julie Walters), vão permitir ao jovem Billy dobrar a resistência do pai (Gary Lewis) e entrar para a Royal Ballet School. O filme foi nomeado para muitos prémios em 2001, tendo recebido o BAFTA para melhor filme britânico do ano. A título pessoal foi Julie Walters quem mais beneficiou: ganhou o BAFTA para best actress in a supporting role e foi nomeada ao Golden Globe e ao Oscar, entre outros. Porto (Nun' Álvares) & Paris 04.2019 Le Nouvel Odéon 3,5/5

The White Crow (Ralph Fiennes, 2018)

Este biopic de Rudolf Noureev centra-se em três momentos da sua vida antes da celebridade. A fuga do dançarino para o Oeste, os anos de formação e a sua infância. São apresentados de forma alternada mas sem qualquer brilho que singularize este filme de outros do género. Mas a história da fuga de Noureev vale bem um filme. Paris 06.2019 Bastille 3.5/5

Sunday, February 23, 2025

Et puis nous danserons (Levan Akin, 2019)

Et puis nous danserons é um belo e inesperado filme vindo da Georgia. A dança é mostrada como um campo de batalha entre o conservadorismo e a modernidade. Nas aulas de dança tradicional (mas exigente como o ballet clássico) aprende-se e preserva-se a virilidade da tradição e qualquer postura que a ponha em causa é eliminada. Tal como os homossexuais na sociedade georgiana, que são postos nas margens (travestis, prostitutos de rua), e nunca são aceites na vida familiar normal. Dois jovens bailarinos vão apaixonar-se mas o meio onde se movimentam é hostil à sua paixão e acabarão por seguir caminhos opostos (o casamento de fachada e o exílio no ocidente). Paris 11.2019 3,5/5