Em 1913 foi criada uma das peças de dança mais famosas de sempre: Le sacre du Printemps, na coreografia de Nijinsky. A criação ficou famosa sobretudo pela música de Igor Stravinsky. Desde essa data, vários coreógrafos de renome apoderaram-se da partitura do compositor russo para fazer coreografias marcantes. Uma das melhores é a da Pina Bausch, criada em 1975 em Wuppertal, e que entrou para o reportório da Opera de Paris em 1997 e tem sido por diversas vezes apresentada no Palais Garnier. Eu tinha-a visto em 2010 e voltei agora a vê-la, na que foi a sua 50ª apresentação na Opera de Paris. Tinha uma lembrança vaga da noite de 2010 em que vi pela primeira vez a versão Bausch da Sagração da Primavera. Mas lembrava-me em primeiro lugar do palco ocupado por um terreno quadrado cheio de terra (no final os dançarinos ficam mesmo sujos de tanto rebolar na terra). E lembrava-me também da oposição masculino/feminino que marca os movimentos dos dançarinos. Homens e mulheres agem em grupo e opõem-se ao longo da coreografia até ao sacrifício da eleita. Paris, 2010 & dezembro de 2015 5/5
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Wednesday, July 10, 2024
Pina Bausch & George Balanchine exaltantes
Perante a força e a beleza da Sagração da Primavera, música de Stravinsky e coreografia de Pina Bausch, as outras peças apresentadas pelo Ballet de l'Opéra de Paris empalidecem um pouco. Mas houve um grande Balanchine, Agon (1957), e uma criação que me deixou indiferente: Grand Miroir, de Saburo Teshigawara. Paris, novembro de 2017 4/5
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| Pina Bausch (Le Sacre du printemps, 1975) |
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| George Balanchine (Agon, 1957) |
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| Saburo Teshigawara (Grand Miroir, 2017, criação) |
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