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Wednesday, July 10, 2024

Dancing Pina (2022)

 
Dancing Pina (Florian Heinzen-Ziob, 2022)
Estreia em França 12 04 2023

A arte de Pina BAUSCH nas mãos dos seus dançarinos, que perpetuam o que criaram com a abelha-mestra junto de grupos muito diferentes. Neste filme maravilhoso, o Sacre du Printemps é dançado por artistas africanos no Senegal, na Ecole deste Sables, enquanto Iphigénie en Tauride é passado ao Semperopera ballet de Dresden. Paris, abril de 2023 Majestic Bastille 4.5/5

Kontakthof (2022)

 
Peça célebre de teatro-dança de Pina Bausch, que conta três versões desde a criação em 1978. A primeira com os dançarinos do grupo de Wuppertal, a segunda e a terceira com idosos e adolescentes. Em dezembro de 2022 torna-se a terceira obra de Pina a entrar no repertório do Ballet de l'Opéra de Paris. A peça decorre num salão de dança como os que dominavam antes da era rock. Homens e mulheres separados por códigos rígidos de vestuário, atitude e movimento. Mas a modernidade do gesto de Pina Bausch é muito evidente e a beleza do ser humano, física e psicológica, tem o primeiro plano nesta obra maravilhosa. Paris, dezembro de 2022 ONP Garnier 4/5

Le sacre du Printemps (2010 & 2015)

 
Em 1913 foi criada uma das peças de dança mais famosas de sempre: Le sacre du Printemps, na coreografia de Nijinsky. A criação ficou famosa sobretudo pela música de Igor Stravinsky. Desde essa data, vários coreógrafos de renome apoderaram-se da partitura do compositor russo para fazer coreografias marcantes. Uma das melhores é a da Pina Bausch, criada em 1975 em Wuppertal, e que entrou para o reportório da Opera de Paris em 1997 e tem sido por diversas vezes apresentada no Palais Garnier. Eu tinha-a visto em 2010 e voltei agora a vê-la, na que foi a sua 50ª apresentação na Opera de Paris. Tinha uma lembrança vaga da noite de 2010 em que vi pela primeira vez a versão Bausch da Sagração da Primavera. Mas lembrava-me em primeiro lugar do palco ocupado por um terreno quadrado cheio de terra (no final os dançarinos ficam mesmo sujos de tanto rebolar na terra). E lembrava-me também da oposição masculino/feminino que marca os movimentos dos dançarinos. Homens e mulheres agem em grupo e opõem-se ao longo da coreografia até ao sacrifício da eleita. Paris, 2010 & dezembro de 2015 5/5

Pina Bausch & George Balanchine exaltantes

Perante a força e a beleza da Sagração da Primavera, música de Stravinsky e coreografia de Pina Bausch, as outras peças apresentadas pelo Ballet de l'Opéra de Paris empalidecem um pouco. Mas houve um grande Balanchine, Agon (1957), e uma criação que me deixou indiferente: Grand Miroir, de Saburo Teshigawara. Paris, novembro de 2017 4/5
Pina Bausch (Le Sacre du printemps, 1975)
George Balanchine (Agon, 1957)
Saburo Teshigawara (Grand Miroir, 2017, criação)

Tuesday, July 2, 2024

Barbe-Bleue (ONP, 2024)

Pina Bausch



BARBA-AZUL (1977)


TÍTULO: Barba-Azul (1977)
COREOGRAFIA: Pina Bausch
ARGUMENTO: Pina Bausch, à partir do conto de Charles Perrault
MÚSICA: Ópera O Castelo de Barba-Azul, de Béla Bartók (1911)
ESTILO: Dança-Teatro
CRIAÇÃO: Wuppertal, Operhaus, 8.01.1977
PAÍS: Alemanha