O ESPETÁCULO (ROH, 2018)
La Bayadère (Covent Gardent, 2018)
La Bayadère é um clássico do ballet russo representado regularmente em todo o mundo. Mas nem sempre foi assim. Durante um século era desconhecido no Ocidente. Uma apresentação russa na Europa permitiu a sua descoberta e consagração imediata. Há, claro, o exército das sombras, que eu descobri maravilhado há dois anos na Bastille, e que muito contribui para a resistência de La Bayadère no repertório. Paris 12.2018 cinema Publicis 4,5/5
Direção de Boris Gruzin, com Nikiya (Natalia Osipova), Solor (Vadim Muntagirov), Gamzatti (Marianela Nuñez)
Direção de Boris Gruzin, com Nikiya (Natalia Osipova), Solor (Vadim Muntagirov), Gamzatti (Marianela Nuñez)
O ESPETÁCULO (2015)
La Bayadère é um ballet clássico do romantismo cujo terceiro acto é das coisas mais belas que eu já vi em palco. Os dois primeiros actos, narrativos, contam a história banal de amores frustrados entre um jovem nobre e uma dançarina. No final do segundo acto esta prefere morrer a viver sem o seu amado. Então no terceiro acto, onírico, os dois amantes encontram-se e amam-se entre dezenas de bailarinas com tutus e todos de branco. A música (de Minkus) e a coreografia do grupo de bailarinas e dos amantes atingem momentos sublimes que para mim encarnam a poética romântica não verbal mais expressiva. Quem sou eu para fazer uma análise crítica desta produção da Opéra de Paris, do nível dos intérpretes e da coreografia de Petipa/Noureev? Para mim, ver um ballet consagrado como La Bayadère, com intérpretes (incluindo a orquestra da Opéra de la Bastille!) desta categoria é quase sempre um momento mágico. E pelo menos o terceiro acto foi um desses momentos. Paris 12.2015 Opéra de la Bastille 4/5



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