Thursday, July 25, 2024
Millepied e Robbins brilham no Palais Garnier (2016)
Abrindo o programa de ballet do Palais Garnier, Jérôme Bel propôs Tombe, que desconcertou o público. Entre teatro e dança, foi mais uma entrada do que um prato principal e foi sem surpresa assobiada e pouco aplaudida pelo público. Depois da não-dança de Bell, Benjamin Millepied, diretor demissionário da dança da Opéra de Paris, apresentou La nuit s'achève (2016), uma bela coreografia para três casais e os seus jogos de amor, sobre a sonata Appassionata de Beethoven. Foi muito aplaudido, sobretudo por ser o seu adeus a esta casa.
Para o fim o melhor: The Goldberg Variations de Bach por Jerome Robbins (1971). Dezenas de dançarinos em palco para interpretar uma peça de 80 minutos em que Robbins tenta um contraponto coreográfico à poesia de Bach. Robbins utiliza o vocabulário coreográfico clássico com uma liberdade moderna e do princípio ao fim, os séculos XX e XVIII dialogam para produzir uma das coreografias mais belas que conheço. Paris 02.2016 Palais Garnier 5/5
Ratmansky Balanchine Robbins Peck (2016)
O recente programa de dança da Opera de Paris é marcado pela sobriedade. Nada de peças narrativas, nem adereços nem cenários. Apenas um piano sobre o palco para a interpretação das obras de Scarlatti, Chopin, Stravinsky e Glass. A primeira parte representa a dança do século XX devedora do Romantismo clássico. Seven Sonatas (2009), com coreografia de Alexei Ratmansky, e Other Dances (1976), coreografado por Jerome Robbins, apresentam casais que dançam juntos ou a solo exprimindo acima de tudo o amor. No fundo são coreografias marcadas pela graciosidade e rêverie que vêm desde Giselle e que continuam a inspirar coreógrafos, bailarinos e... público. Na segunda parte, a música do século XX (Stravinsky e Glass) inspirou coreografias de George Balanchine (Duo Concertant, 1972) e Justin Peck (In Creases, 2012) que não buscam necessariamente uma beleza clássica do movimento, introduzindo elementos de humor e de teatro e momentos em que o grupo e não o casal é o centro da ação. O fã de ballet sai consolado de uma soirée destas. Paris 03.2016 Palais Garnier 5/5
Ravel dançado (2017)
Excelente programa de três peças coreografadas por Balanchine, Robbins e Cherkaoui/Jalet, todas inspiradas pela música de Ravel. Paris 05.2017 ONP 5/5
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| Boléro (Ballet de l'Opéra national de Paris, 2013) Música de Maurice Ravel Coreografia de Sidi Larbi Cherkaoui e Damien Jalet Opéra de Paris (2017) |
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| En sol (New York City Ballet, 1975) Coreografia de Jerome Robbins, Música de Maurice Ravel Ballet de l'Opéra de Paris (2010 & 2017) |
Hommage à Roland Petit (2021)
Até hoje não fui seduzido por Roland Petit como por outros grandes coreógrafos seus contemporâneos. A sua obra é mais teatral e literária do que as de Balanchine ou Robbins, parece-me. Vi desta vez Cármen (1949), criada e popularizada por Zizi Jeanmaire; revi Le Jeune Homme et la Mort (1946, livret de Jean Cocteau) e vi Le Rendez-vous (1945, música de Joseph Cosma, texto de Prévert e cenários de Brassaï). Paris 09.2021 Opéra de Paris Garnier 4/5
Saturday, July 20, 2024
Akram KHAN & Jermaine SPIVEY
Território VII
Kaash (2002), coreografia de Akram Khan, música de Nitin Sawhney
Rebento (2023), filme de João Sanchez
Between Outside and Me (2024), coreografia de Jermaine Spivey
Porto, Teatro São João, 20 de julho de 2024
Wednesday, July 10, 2024
La danse: Des ballets russes à l'avant-garde
Autor: Jean-Pierre Pastori
Comprei-o e logo no comboio de regresso a casa consegui ler o primeiro capítulo sobre a fascinante história dos Ballets Russes, que tantos talentos juntou em espetáculos hoje míticos e que revolucionaram a dança. Os Ballets Russos são uma companhia europeia que se sustentou com as turnés constantes que fizeram por vários países europeus, mas também na América Latina e do Norte. Mas quase todos os seus grandes talentos são russos e começaram a carreira na Rússia, nas grandes companhias de São Petersburgo e de Moscovo. Pouco a pouco, antes e depois da Revolucção de 1917, esses talentos russos (Nijinski, Fokine, Massine, Balanchine, Lifar, só para referir coreógrafos) foram passando para o Ocidente e mudaram a dança para sempre. Leitura, novembro de 2014
BIBLIOTECA
1820: Traité de l'Art de la Danse (1820, *Gremese 2007 texte établi par Falvia Papaccena)
1957: COME DANCE WITH ME- A MEMOIR 1898-1956 (1957, ed. Lilliput Press 1992
1962: NOUREEV. AUTOBIOGRAPHIE, ed. Arthaud 2016
1966: Guia do Auditor de Música - Bailados de Ontem e de Hoje Danse et ballet (Stock, 1966), de Henriette Mirochnitchenko
1971: NIJINSKY, de Richard Buckle, ed. Simon and Schuster 1971
1973: DANSER SA VIE, de Roger Garaudy (Seuil, 1973), préface de Maurice Béjart
1974: BALANCHINE (Bernard Taper, 1974), M&M 1980
1974: BALLET ET DANSE MODERNE à travers les grands danseurs, chorégraphes et critiques (ed. Fernand Nathan 1976)
1976: Le Ballet de L'Opera de Paris (Flammarion, 1976)
1978: Histoire de la danse en Occident, de Paul Bourcier, Seuil/Points 1978
1978: Histoire de la danse en Occident, de Paul Bourcier Volume II, ed. Seuil "Solfèges" 1994
1977: La Passion de la Danse (Gründ, 1977)
1979: Trajectória da Dança em Portugal, de José Sasportes (ICP "Biblioteca Breve", 1979)
1979: Un instant dans la vie d'autrui, mémoires, de Maurice Béjart (Flammarion 1979)
1980: ed Bordas 1989, de Craig Dodd
1981: The Royal Ballet A Picture History (Corgi, 1981), de Kathrine Sorley Walker e Sarah C. Woodcock
1983: RUDOLF NOUREEV (1983), ed. L'Avant-scène Ballet Danse 1983
1983: PENSAR A DANÇA - A reflexão estética de Mallarmé a Cocteau (INCM, 1983)
1984: ROLAND PETIT (1984), ed. L'Avant-scène Ballet Danse, 1984
1985: ANTON DOLIN. LAST WORDS (1985)
1985: BALANCHINE'S TCHAIKOVSKY (1985), ed. Conversations avec Balanchine, L'arche, 1988
1985: Nijinsky L'Invention de la danse (orig. 1985, *Félin 1987)
1988: MA VIE SUR LES POINTES (Lycette Darsonval, 1988), Éditions France-Empire 1988
1990: CHORÉGRAPHIE ET SOCIÉTÉ (Claudine Guerrier, 1990), ed. Chiron 1990
1991: MARTHA GRAHAM. BLOOD MEMORY (Doubleday, 1991), ed. Mémoire de la danse, Actes Sud 1992
1993: J'AI DANSÉ SUR LES FLOTS (Grasset, 1993)
1994: I, MAYA PLISETSKAYA (1994), Yale UP 2001
1994: Nureyev: A Biography (Peter Watson, 1994), Nureyev: Uma Biografia (Jorge Zahar, 1995)
1996: La Danse 1/Du ballet de cour au ballet blanc 2/Des ballets russes à l'avant-garde (Decouvertes Gallimard, 1996), de Jean-Pierre Pastori, tenho 2 volumes
1996: SECRET MUSES: THE LIFE OF FREDERICK ASHTON (Julie Kavanagh, 1996), Faber and faber 1996
1998: Ballet 101: A Complete Guide to Learning and Loving the Ballet (Hyperion, 1998), tenho ed. Hal Leonard, 2005
1998: Ballet Across Borders Career and culture in the world of dancers, de Helena Wulff, ed. Berg paperback 2001
1998: Temps liés avec Noureev, de Roland Petit (Grasset, 1998)
1998: Noverre. Cartas sobre a Dança, de Marianna Monteiro, Edusp 1998
1989: Nureyev: His Life (Diane Solway, 1998), Weidenfeld & Nicolson, 1998
1998: Les Grands Ballets du répertoire (René Sirvin, com fotos de Jacques Moatti, tenho ed. Larousse 1998
1999: Fifty Contemporary Choreographers (Routledge, 1999), tenho ed. 2006
2000: Danser avec le IIIe Reich, de Laure Guilbert, ed. Complexe 2000
2000: Le tutu, petit guide (Opéra National de Paris, 2000)
2000: Patrick Dupond (Fayard, 2000), Livre de poche 2002
2001: Triomphes Et Scandales: La Belle époque Des Ballets Russes (Hermann, 2001)
2002: L'histoire secrète des Ballets Russes (2002) de Vladimir Fédorovski, Ed de la Seine/Succès du Livre 2004
2002: Noureev (Bertrand Meyer-Stabley, 2002), Payot 2002
2004: All in The Dances - A Brief Life of George Balanchine, de Terry Teachout, ed. Harcourt 2004
2006: Nijinsky (Sardes, 2006)
2007: Serge Lifar (Hermann, 2007)
2009: Centenaire des Ballets Russes, Riviera Magazine, 2009
2010: Apollo's Angels. A History of Ballet (Jennifer Homans, 2010) Edição em Hardback F
2010: Apollo's Angels. A History of Ballet (Jennifer Homans, 2010) Edição em paperback F
2016: Danseuse Étoile, d’Agnès Letestu (Buchet Chastel 2016)
Biblos & DVD LA FILLE MAL GARDÉE
LA FILLE MAL GARDÉE
Programme Opéra National de Paris
Mars 2024
BIBLIOTECA
Leitura 2024 Paris
Índice:
Repères
Sir Frederick Ashton, poète du ballet anglais, par John Percival
Un ballet prémonitoire, par Laurent Croizier
Portfolio
Histoire d'un montage musical, par Patrick Taïeb
Lise et Colas ou l'éducation sentimentale, par Vannina Olivesi
Au pays de l'éternel printemps, par Frederik Ashton
Dessiner la fille mal gardée, par Osbert Lancaster
Répétitions
Programme Opéra National de Paris
2006
BIBLIOTECA
LE LAC DES CYGNES (1984)
O ESPETÁCULO (Bastille, 2022)
O ESPETÁCULO (Bastille, 2019)
Le Lac des Cygnes (Rudolf Noureev, 1984)
Um clássico a revisitar sempre. Como não se maravilhar com a Danse des Petits Cygnes, a Danse espagnole, o Grand Pas de six ou o Pas d'action? Assisti à apresentação n°274 desta coreografia de Rudolf Noureev dada na Opéra de Paris, casa onde foi criada em 1984.
Direção musical de Valery Ovsyanikov. Nos principais papéis os bailarinos Dorothée Gilbert (Odette/Odile), Hugo Marchand (o Príncipe Siegfried) e Thomas Docquir (Rothbart). Paris, fevereiro de 2019 Bastille 5/5
Direção musical de Valery Ovsyanikov. Nos principais papéis os bailarinos Dorothée Gilbert (Odette/Odile), Hugo Marchand (o Príncipe Siegfried) e Thomas Docquir (Rothbart). Paris, fevereiro de 2019 Bastille 5/5
Dancing Pina (2022)
Dancing Pina (Florian Heinzen-Ziob, 2022)
Estreia em França 12 04 2023
A arte de Pina BAUSCH nas mãos dos seus dançarinos, que perpetuam o que criaram com a abelha-mestra junto de grupos muito diferentes. Neste filme maravilhoso, o Sacre du Printemps é dançado por artistas africanos no Senegal, na Ecole deste Sables, enquanto Iphigénie en Tauride é passado ao Semperopera ballet de Dresden. Paris, abril de 2023 Majestic Bastille 4.5/5
Kontakthof (2022)
Peça célebre de teatro-dança de Pina Bausch, que conta três versões desde a criação em 1978. A primeira com os dançarinos do grupo de Wuppertal, a segunda e a terceira com idosos e adolescentes. Em dezembro de 2022 torna-se a terceira obra de Pina a entrar no repertório do Ballet de l'Opéra de Paris. A peça decorre num salão de dança como os que dominavam antes da era rock. Homens e mulheres separados por códigos rígidos de vestuário, atitude e movimento. Mas a modernidade do gesto de Pina Bausch é muito evidente e a beleza do ser humano, física e psicológica, tem o primeiro plano nesta obra maravilhosa. Paris, dezembro de 2022 ONP Garnier 4/5
Cri du Cœur (2022)
Desilusão. Ou não, pois não tinha qualquer ideia do que ia ver. Uma peça de teatro-dança de três horas, à maneira de Pina Bausch, mestre inimitável do género. Conta a história de uma jovem do corpo do Ballet de Paris que tem uma doença grave, aliás muitos dos bailarinos não estão na melhor forma psicológica e reúnem-se em sessões de entreajuda. Quando dançam, vemos coisas maravilhosas, mas o espetáculo é claramente desiquilibrado. Muito teatro e texto, muita mudança de cenários, pouca dança. Coreografia de Alan Lucien Øyen. Paris, outubro de 2022 Opéra Garnier 2,5/5
Le sacre du Printemps (2010 & 2015)
Em 1913 foi criada uma das peças de dança mais famosas de sempre: Le sacre du Printemps, na coreografia de Nijinsky. A criação ficou famosa sobretudo pela música de Igor Stravinsky. Desde essa data, vários coreógrafos de renome apoderaram-se da partitura do compositor russo para fazer coreografias marcantes. Uma das melhores é a da Pina Bausch, criada em 1975 em Wuppertal, e que entrou para o reportório da Opera de Paris em 1997 e tem sido por diversas vezes apresentada no Palais Garnier. Eu tinha-a visto em 2010 e voltei agora a vê-la, na que foi a sua 50ª apresentação na Opera de Paris. Tinha uma lembrança vaga da noite de 2010 em que vi pela primeira vez a versão Bausch da Sagração da Primavera. Mas lembrava-me em primeiro lugar do palco ocupado por um terreno quadrado cheio de terra (no final os dançarinos ficam mesmo sujos de tanto rebolar na terra). E lembrava-me também da oposição masculino/feminino que marca os movimentos dos dançarinos. Homens e mulheres agem em grupo e opõem-se ao longo da coreografia até ao sacrifício da eleita. Paris, 2010 & dezembro de 2015 5/5
Pina Bausch & George Balanchine exaltantes
Perante a força e a beleza da Sagração da Primavera, música de Stravinsky e coreografia de Pina Bausch, as outras peças apresentadas pelo Ballet de l'Opéra de Paris empalidecem um pouco. Mas houve um grande Balanchine, Agon (1957), e uma criação que me deixou indiferente: Grand Miroir, de Saburo Teshigawara. Paris, novembro de 2017 4/5
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| Pina Bausch (Le Sacre du printemps, 1975) |
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| George Balanchine (Agon, 1957) |
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| Saburo Teshigawara (Grand Miroir, 2017, criação) |
Tuesday, July 9, 2024
Le Rouge et le Noir (2021)
Le Rouge et le Noir (Pierre Lacotte, 2021)
Um bailado ambicioso de Pierre Lacotte, baseado no clássico de Stendhal. Muitos quadros distribuídos por três actos para contar a história de Julien Sorel e as suas aventuras amorosas na alta sociedade francesa. Paris 2021 Palais Garnier 4/5
ROMEO AND JULIET (1965)
Vi este Romeo and Juliet de Kenneth MacMillan há quatro anos, no cinema. Agora vi-o no Covent Garden, onde esta coreografia já clássica foi criada, em 1965. Não me canso de admirar a música de Prokofiev, que no fundo é o que tem inspirado tantos coreógrafos e bailarinos... Londres, junho de 2019 ROH 5/5
Só para ouvir a maravilhosa peça de Prokofiev já vale a pena ir ver o bailado Roméo et Juliette, mas depois há a arte dos bailarinos da Opéra de Paris e a coreografia consagrada de Rudolf Noureev, criada na mesma Opéra em 1984. A representação a que assisti foi a 144a desde a sua criação! Paris 04.2016 5/5
Ontem pude assistir ao ballet Romeo and Juliet, com música de Sergueï Prokofiev (1935), coreografado por Kenneth MacMillan em 1965 para o Royal Ballet. Faz 50 anos portanto que foi criado no Royal Opera House, Covent Garden, com Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev como protagonistas. Volta e meia o Convent Garden repõe esta famosa criação que, pelo menos no Reino Unido e nos EUA, é mais popular do que a produção de referência, com coreografia de Leonid Lavrovski (Kirov, 1940).
Já conhecia bem a música de Sergueï Prokofiev, uma das grandes obras musicais de ballet do século passado, mas ignorava que tantos coreógrafos quiseram deixar a sua marca num ballet consagrado pelo russo Lavroski: Kenneth MacMillan, Rudolf Nureyev, John Cankro, John Neumeier, Frederick Ashton, Angelin Preljocaj, entre outros. Impressionante.
MacMillan assinou uma das melhores coreografias de Romeo and Juliet. Insere-se na tradição do ballet clássico mas tem vários elementos modernos, atingindo um equilíbrio notável entre as duas tendências contrárias. Vi a transmissão em direto do Covent Garden no cinema Publicis (Champs-Elysées): a realização apenas pecou por ter demasiados grandes planos. Um pormenor insignificante face a tanta beleza no palco e no ecrã. Paris 09.2015 Publicis 5/5
Hommage à Jerome Robbins (2018)
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| Glass Pieces (1983), música de Philip Glass |
Esta homenagem a Jerome Robbins apresenta quatro peças coreografadas no início (Fancy Free, 1944) e no fim (A Suite of Dances, 1994) da sua carreira. Mas foram as duas últimas obras apresentadas, L'après-midi d'un faune (1953) e Glass Pieces (1983), que mais me entusiasmaram. Sobretudo Glass Pieces, muito por causa da incrível música de Philip Glass. Paris, novembro 2018 Ballet da Opéra de Paris, Palais Garnier 4/5
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| L'après-midi d'un faune (1953), música de Debussy |
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| Fancy Free (1944), música de Leonard Bernstein |
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| A Suite of Dances (1994), música de Bach |
LA BELLE AU BOIS DORMANT (1890)
A OBRA (Marius Petipa, 1890)
O ESPETÁCULO (Bastille, 2025)
Ballet de l'Opéra de Paris VISTO Paris 07.04.2025 Opéra Bastille
O ESPETÁCULO (2020)
Quase sempre dou nota máxima aos espetáculos de ballet que recuperam os grandes clássicos. A Bela Adormecida é um desses grandes clássicos, com coreografia original de Marius Petipa (1890), atualizada por Frederick Ashton, Anthony Dowell e Christopher Wheeldon e música de Tchaikovski. Vi a transmissão em direto no cinema Publicis (Paris) de uma representação a decorrer no Covent Garden (Londres). A produção retoma a clássica produção (1946) de Ninette de Valois e Nicholas Sergeyev que inaugurou o Covent Garden no pós-guerra. Atuaram ontem Fumi Kaneko (Pricesse Aurora) e Federico Bonelli (Prince Florimond). Paris, janeiro de 2020, cinema Publicis/Covent Garden 5/5
O ESPETÁCULO (Bastille, 2016)
Quando vejo um ballet com música de Tchaikovski, estão garantidos dois espetáculos: o que vem do fosso da orquestra e o que vemos no palco. Ambos são gratificantes. La Belle au Bois dormant é um clássico absoluto do Ballet, com coreografia original de Marius Petipa (1890). Esta coreografia foi revista há pouco por Alexei Ratmansky para o American Ballet Theatre, que se apresentou na Opéra de Bastille em setembro de 2016.
BIBLIOTECA:
PROGRAMME
Opéra National de Paris, mars 2025
BIBLIOTECA F
Leituras 2025
GISELLE (1841)
O ESPETÁCULO (P. Garnier, 2022)
O ESPETÁCULO (P. Garnier, 2020)
Uma das obras mais perenes e paradigmáticas do Romantismo: o amor entre dois jovens está acima da condição social dos mesmos (1°acto) e vive para além da morte (2°acto). A criação do ballet teve coreografia original de Jean Coralli e Jules Perrot, música de Adolphe Adam e livret de Théophile Gautier. A coreografia original foi adaptada por Patrice Bart e Eugène Polyakov em 1991 e foi retomada na produção a que assisti no Palais Garnier em fevereiro de 2020. A direção musical coube a Koen Kessels, que dirigiu a Orchestre Pasdeloup. No palco tivemos as Étoiles, os Premiers Danseurs e o Corps de Ballet da Opéra de Paris. Os protagonistas: Léonore Baulac (Giselle), Germain Louvet (Albrecht e Loys) e François Alu (Hilarion, Garde-Chasse). Paris, março de 2020 Palais Garnier 5/5
O ESPETÁCULO (TCE, 2022)
Giselle (Akram Khan, 2016)
O English National Ballet veio apresentar a Paris a soberba coreografia de Akram Khan para o clássico Giselle (1841). Na verdade é uma peça completamente nova, retomando do original a história nos seus traços largos, devidamente atualizada para um contexto contemporâneo. Mas o espírito encantatório de Giselle mantém-se nesta nova leitura. A música de Vincenzo Lamagna é hipnótica, a dança individual e de grupo é de suspender o fôlego por vezes, e aquele muro enorme que separa os explorados dos exploradores, a vida da morte é um grande achado cénico. Quando é que poderei rever este espectáculo incrível?
Paris dezembro de 2022 Sala Théâtre des Champs-Elysées, English National Ballet 5/5
O ESPETÁCULO (P. Garnier, 2016)
Esta produção não foi recebida de forma entusiástica nem sequer calorosa, pelo menos na noite em que assisti ao ballet. Mas que importa? A beleza deste clássico do Romantismo mantem-se intacta mesmo numa produção mediana. Nunca me canso de ver o segundo acto com as Willis e a sua rainha Myrtha, todas de branco dando vida ao bosque dominado por elas. Quem me dera ver Giselle todos os anos... Paris 06.2016 Palais Garnier 5/5
Mats Ek (2022)
Carmen, Another Place, Bolero, três coreografias de Mats Ek em reposição na sala Garnier. Carmen é um ballet narrativo com música de Bizet, naturalmente, e Rodion Chedrine. Bolero, com a peça conhecida de Ravel, é talvez a coreografia mais atraente do programa. Entre a tradição e o contemporâneo, eis um programa perfeito para a Opéra Garnier. Paris, maio de 2022 Opéra Garnier 4,5/5
NOUREEV Leituras
Noureev (Bertrand Meyer-Stabley, 2002)
Uma vida tão extraordinária que por vezes pensei estar a ler a biografia de uma personalidade imaginária. Nascido no comboio transsiberiano, formado tardiamente pela escola de ballet Kirov (no fim da adolescência), cobiçado pelas grandes companhias de ballet russas. Mas no início de uma brilhante carreira soviética, Noureev opta pela liberdade do Ocidente, fugindo aos carrascos russos (um episódio que deu origem a um bom filme recente). Depois tornou-se no maior bailarino do século, formou a dupla mais mediática com Margot Fonteyn e virou igualmente um coreógrafo importante. As suas coreografias continuam a ser o prato forte da Ópera de Paris, que dirigiu na última fase da sua carreira. Paris/Porto 2021 4/5
The Dante Project (2021)
The Dante Project (McGregor, 2021)
Paris maio de 2023 Palais Garnier 5/5
Um dos melhores espetáculos de dança que vi recentemente. Uma adaptação ambiciosa em três actos da Divina Comédia de Dante. O Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Cada um com um cenário, coreografia e música diferentes. A coreografia de Wagner McGregor e a partitura de Thomas Adès são soberbas. Vi duas vezes o espetáculo e espero revê-lo um dia.
Ballet de l'Opéra de Paris,Sala Opéra de Paris Garnier,Dança N50
Thursday, July 4, 2024
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