Friday, May 22, 2026

La Bayadère (Bastille, 2015)

 O ESPETÁCULO (2015)

La Bayadère é um ballet clássico do romantismo cujo terceiro acto é das coisas mais belas que eu já vi em palco. Os dois primeiros actos, narrativos, contam a história banal de amores frustrados entre um jovem nobre e uma dançarina. No final do segundo acto esta prefere morrer a viver sem o seu amado. Então no terceiro acto, onírico, os dois amantes encontram-se e amam-se entre dezenas de bailarinas com tutus e todos de branco. A música (de Minkus) e a coreografia do grupo de bailarinas e dos amantes atingem momentos sublimes que para mim encarnam a poética romântica não verbal mais expressiva. Quem sou eu para fazer uma análise crítica desta produção da Opéra de Paris, do nível dos intérpretes e da coreografia de Petipa/Noureev? Para mim, ver um ballet consagrado como La Bayadère, com intérpretes (incluindo a orquestra da Opéra de la Bastille!) desta categoria é quase sempre um momento mágico. E pelo menos o terceiro acto foi um desses momentos. Paris 12.2015 Opéra de la Bastille 4/5

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