Frederik Wiseman é o documentarista que parece ter se especializado em mergulhar em instituições consagradas (Comédie Française, Berkeley, Crazy Horse) para em longos documentários (National Gallery dura 3 horas) conhecermos as entranhas dessas instituições e todo o pessoal altamente qualificado que nelas trabalham. Neste último filme, assistimos a fascinantes comentários pelos guias do National, pelos restauradores, pelos guias que trabalham com crianças sobre muitos dos tesouros do museu. Preferi o filme dedicado à dança, La Danse. Le Ballet de l' Opera de Paris (2009), mas ambos são documentários excepcionais. Paris 11.2014
Sunday, February 23, 2025
Alexander EKMAN
PLAY (2017)
O sueco Alexander Ekman fez do palais Garnier um playground. Um jogo que durou quase duas horas. O momento mais espetacular foi a chuva de ervilhas gigantes, que fez a alegria das crianças... isto é dos bailarinos. Uma peça de dança-teatro com humor e por vezes melancolia. Paris 12.2017 3/5
Três coreografias com música de Leonard Bernstein
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| Corybantic Games (Christopher Wheeldon, 2018) |
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| Yugen (Wayne McGregor, 2018) |
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| The Age of Anxiety (Liam Scarlett, 2014) |
Em março passado vi no cinema a transmissão em direto do Covent Garden (Londres) de três excelentes coreografias inspiradas pela música de Leonard Bernstein. A que mais me comoveu foi a de Liam Scarlett, um bailado narrativo que lembra os filmes musicais de Hollywood dos anos 50. A história de The Age of Anxiety (criada em 2014) desenvolve-se ao som da segunda sinfonia de Bernstein e, tal como a música, foi inspirada pelo poema modernista homónimo de W.H. Auden. Quatro pessoas encontram-se num bar em Nova Iorque, mais tarde convivem no apartamento de uma delas, e flirts fazem-se e desfazem-se entre eles. A dança remete demasiado à dança do passado, dos anos 50 e mesmo do cinema, mas como eu adoro os musicais desse período, a peça de Scarlett agradou-me particularmente. Paris 5.2018 Cinema Publicis 4/5
Yugen (criação, 2018)
coreografia de Wayne McGregor
música de Leonard Bernstein (Chichester Psalms)
The Age of Anxiety (criada em 2014)
coreografia de Liam Scarlett
música de Leonard Bernstein (Sinfonia n°2)
Corybantic Games (criação, 2018)
coreografia de Christopher Wheeldon,
música de Leonard Bernstein (Serenade)
Anne Marie de KEERSMAEKER
Anne Marie de Keersmaeker na Opéra de Paris, maio de 2018
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| Quatuor nr.4 (1986) coreografia de Anne Marie de Keersmaeker música de Béla Bartok |
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| Die Grosse Fuge (1992) coreografia de Anne Marie de Keersmaeker música de Ludwig van Beethoven |
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| Verklärte Nacht (1995) coreografia de Anne Marie de Keersmaeker música de Arnold Schönberg |
Et puis nous danserons (Levan Akin, 2019)
Et puis nous danserons é um belo e inesperado filme vindo da Georgia. A dança é mostrada como um campo de batalha entre o conservadorismo e a modernidade. Nas aulas de dança tradicional (mas exigente como o ballet clássico) aprende-se e preserva-se a virilidade da tradição e qualquer postura que a ponha em causa é eliminada. Tal como os homossexuais na sociedade georgiana, que são postos nas margens (travestis, prostitutos de rua), e nunca são aceites na vida familiar normal. Dois jovens bailarinos vão apaixonar-se mas o meio onde se movimentam é hostil à sua paixão e acabarão por seguir caminhos opostos (o casamento de fachada e o exílio no ocidente). Paris 11.2019 3,5/5
Summerspace, Exchange & Scenario (Merce Cunningham)
Merce Cunningham é um dos nomes maiores da dança moderna. O Ballet de l’Opéra de Lyon apresentou no Théâtre du Châtelet três peças clássicas de Cunningham: Summerspace, Exchange e Scenario. Bom gosto, graça e minimalismo é o que me ocorre quando penso no que vi. Paris 11.2019 Châtelet 4/5
Cunningham (Alla Kovgan, 2019)
Documentário interessante sobre o percurso de Merce Cunningham, um dos criadores da dança moderna americana. Começou do nada, digamos assim, com amigos que partilhavam a mesma busca do novo, entre os quais os hoje gigantes Rauschenberg e John Cage, que contribuíam com os cenários e a música das primeiras obras. Foi lenta a aceitação da arte de Cunningham, estranha ao que se fazia no mundo da dança. Mas acabou por se impor, assim como as ideias do coreógrafo sobre a sua arte. Paris 01.2020 Beaubourg 3/5
Un instant dans la vie d'autrui, mémoires (1979)
O livro de memórias do coreógrafo Maurice Béjart, de 1979, é excelente. Alia de forma ideal múltiplas reflexões pertinentes sobre a arte da dança, factos (mas poucas datas) cruciais da vida do coreógrafo (como os seus vários nascimentos), informações preciosas sobre o mundo da arte e da tradição da dança, fait-divers que envolvem tantos talentos do século XX, pormenores da criação das obras marcantes de Béjart (Boléro, Symphonie pour un homme seul). Este livro nunca poderia ter sido escrito por um ghost-writer, porque a escrita, o encadeamento dos acontecimentos e as digressões são tão pessoais e únicos que só podem nascer da pena de Béjart. Um livro que convida à consulta e à releitura. Vila do Conde 12.2020 (4,5/5)
Monday, February 10, 2025
ONÉGUINE (1965)
A OBRA (1965/1967)
Ballet em três actos COREOGRAFIA John Cranko LIBRETO John Cranko, baseado em Eugene Onéguine, de Pouchkine MÚSICA Seleção de músicas de Tchaikovsky CRIAÇÃO Ballet de Stuttgard, Alemanha 13.04.1965 Staatstheater Stuttgard,
O ESPETÁCULO (Garnier, 2025)
VISTO: Paris 10.02.2025 Palais Garnier NOTA: 5/5
Wednesday, January 22, 2025
LA SYLPHIDE
LA SYLPHIDE (2004)
Ballet de l'Opéra National de Paris 2004
DVD Les Plus beaux Ballets en DVD nº6
DVD Altaya 2009
DVDTECA
Monday, January 13, 2025
Friday, January 10, 2025
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